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Ouro Preto, sozinha, guarda inúmeras histórias, de superação, lutas, conquistas e é claro, amor. Tomás António Gonzaga trouxe o romance idealizado à sua mais famosa obra, Marília de Dirceu.

Mais do que um poeta memorável, Gonzaga faz parte da história da cidade de Ouro Preto, já que além de escritor, foi também um importante ativista político da época.

Quem foi Tomás Antônio Gonzaga?

Tomás António Gonzaga foi um poeta, jurista e ativista político que viveu entre os anos de 1744 e 1810. Filho de mãe portuguesa e pai brasileiro, é considerado um dos mais importantes poetas do período conhecido como ‘arcadismo’.

Depois de passar parte da vida acadêmica em Portugal, retornou ao Brasil e passou a residir em Vila Rica, atual Ouro Preto. Na época, foi nomeado Ouvidor dos Defuntos e Ausentes. E enquanto cumpria seu dever em terras brasileiras, conheceu sua amada: Maria Dorotéia Joaquina de Seixas Brandão. A história, no entanto, não foi gentil com o casal.

Por ter sido personagem de grande importância para a Inconfidência Mineira, foi acusado de conspiração e depois preso. O poeta então ficou 3 anos em reclusão na Fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, antes de ser enviado em exílio para Moçambique.

E o que se sabe sobre Marília de Dirceu?

Marília de Dirceu é o nome da mais famosa obra de Tomás Gonzaga, um poema ambientado em Vila Rica (Ouro Preto) e com 71 liras e 14 sonetos.

Estudiosos até hoje especulam se Marília de Dirceu, interlocutora nesse poema tão famoso, faria realmente referência a Maria Doroteia, noiva e eterna paixão de Tomás Gonzaga.

No texto, Marília pode ser loira ou morena, deixando algumas pessoas em dúvida sobre o poema realmente se referir ou não a Maria Dorotéia, a jovem por quem Tomás António Gonzaga era apaixonado e teve de deixar para trás ao ser preso e exilado.

Casa de Gonzaga

Em Ouro Preto, a história de Tomás António Gonzaga e sua amada Maria Doroteia (ou Marília de Dirceu) segue mais que viva através da Casa de Gonzaga.

A residência do poeta, que também foi Ouvidor-geral de Vila Rica, Provedor do juízo de defuntos, ausentes, capelas e resíduos hoje é a sede das Secretarias Municipal de Turismo e de Cultura. A arquitetura colonial preservada dá ao viajante uma ideia de como era a vida naquela época.

Mesmo para quem nunca leu nenhuma obra de Tomás Gonzaga, a visita à casa vale a pena também pela vista das Igrejas de São Francisco de Assis e de Santa Efigênia. E do jardim nos fundos da casa, tem-se uma vista incrível do bairro de Antônio Dias.

Da sacada do segundo andar da Casa de Gonzaga, é possível ver a casa onde residiu Maria Doroteia, a amada do poeta, que também ficou conhecida como Marília de Dirceu.

Poesia e história estão no DNA de Ouro Preto

Tomás Gonzaga e Marília de Dirceu tem tamanha importância que Marília, cidade do estado de São Paulo, leva esse nome em razão da obra do poeta.

A cidade de Ouro Preto guarda em suas ruas, museus e monumentos, uma história que se expõe em camadas para quem quiser desfrutá-la.

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